O barco espanhol, comandado por Iker Martínez, ficou em quatro na segunda etapa da Volvo Ocean Race e ganhou o prêmio de mais rápido da perna ao percorrer mais milhas em 24 horas: 517,4

O “MAPFRE” CHEGA EM ABU DHABI EM QUARTO LUGAR

© Francois Nel/Volvo Ocean Race

Na madrugada deste domingo, o “MAPFRE” cruzou a linha de chegada da segunda etapa da Volvo Ocean Race com a marca de 24 dias, 11 horas, 18 minutos e 18 segundos. O percurso começou na Cidade do Cabo (África do Sul) e terminou em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos).

Com os primeiros raios de sol no horizonte árabe, o barco espanhol aparecia na frente do Team Alvimedica. As equipes disputaram milha a milha a quarta colocação da etapa. Nas últimas horas, os espanhóis conseguiram se desgarrar dos adversários depois de uma briga intensa na costa de Omã e Muscat. Já na chegada ao Golfo Pérsico, a vantagem do “MAPFRE” já era de 53 milhas .

Pouco antes de cruzar a linha, o comandante Iker Martínez, mais aliviado com a aproximação ao porto de Abu Dhabi, comemorou o resultado: “Foi uma boa etapa. Era muito importante bater o ‘Alvimedica’ no fim. Brigamos pela liderança no começo, mas a decisão de ir para Leste não deu certo. Por isso, nós ficamos no meio da flotilha e tínhamos que conseguir a melhor posição”.

“Estamos bastante contentes e orgulhosos pelo trabalho feito. Melhoramos em relação a primeira etapa. Reconheço, no entanto, que chegamos a estar na liderança e não permanecemos nela. De uma maneira geral o quarto lugar foi bom e merecido. Temos uma lista de trabalhos pra fazer em Abu Dhabi e já projetamos ir ainda melhor na próxima”.

517,4 milhas em 24 horas: marca que vale prêmio

Além da quarta colocação, o “MAPFRE” foi o vencedor do IWC Schaffhausen Speed Record Challenge, prêmio dado ao barco que percorreu mais milhas em 24 horas. A equipe espanhola, em 21 de novembro, navegou 517,4 milhas em um dia, nas extremas condições do Índico com a ajuda da corrente de Agulhas.

MAIS DECLARAÇÕES

Xabi Fernández, chefe de guarda

“Foram dias bonitos e muito duros, ao mesmo tempo. Tivemos que acelerar bastante para passar o ‘Alvimedica’ no final. Depois que ficamos isolados, sem ver nada e ninguém no oceano, foi bom navegar com barcos próximos”.

“Estamos felizes com o resultado de quarto lugar, mas principalmente pela melhora em relação à anterior. Acredito que poderíamos ter conseguido outro posto, mas adotamos uma estratégia radical, que não deu certo. Por isso, passar o adversário e ficar em quarto foi bom”.

André Fonseca, chefe de guarda

“Percebemos que quando navegamos barco contra barco somos mais competitivos. Estamos melhorando e vamos confirmar essa evolução na próxima etapa”.