“MAPFRE” PERTO DA GRANDE DECISÃO DA ETAPA: COMO PASSAR O ANTICICLONE DOS AÇORES

Brasileiro André Fonseca “Bochecha” a bordo do “MAPFRE” © Francisco Vignale/MAPFRE/Volvo Ocean Race

Depois de largar de Newport (Estados Unidos) no dia 17 de maio, o “MAPFRE” começou bem a sétima etapa da Volvo Ocean Race se posicionando na liderança no caminho até Lisboa. Agora, com menos de uma semana para chegar em Portugal, os espanhóis navegam na direção Noroeste com uma pergunta: como superar o previsto anticiclone dos Açores?

Uma baixa pressão que se formava no Golfo de Maine foi a principal preocupação dos espanhóis durante as primeiras horas da etapa. Mas o fenômeno não atrapalhou ninguém. O que mais dificultou a navegação foi superar a zona de exclusão de tráfego marítimo na região. “Poucas horas depois da saída, o vento com baixa intensidade complicou. Por alguns momentos, a correnteza arrastava o barco e não tinha nada de vento”, comentou o repórter a bordo do time, Francisco Vignale.

Já com condições um pouco melhores e andando, a flotilha ficou quase colada. Havia começado um match race oceânico depois de cinco dias de regata. Tudo parecia que novamente a decisão ficaria para a linha de chegada.

O comandante Iker Martínez falou sobre as condições futuras: “Teremos que brigar milha por milha. Acho que não teremos muitas opções até os Açores. Acredito que entrar no vento Sul pode ser muito importante para o final da etapa”.

O “MAPFRE” colocou bem suas cartas e assumiu a ponta na aproximação à porta de gelo. “Agora e durante três dias, a regata será de velocidade até a chegada aos Açores. A prova começou outra vez”, disse o navegador Jean Luc Nélias.

Faltando 1.500 milhas náuticas para a chegada e navegando já com ventos fortes, o novo desafio passou a ser superar a alta pressão que do anticiclone dos Açores.

Agora vamos um pouco mais ao Norte, perto da zona de exclusão de gelo. Parece que os barcos que estão por aqui andam mais rápido. Em pouco tempo vamos rodear por Leste o anticiclone dos Açores”, escreveu André ‘Bochecha’ Fonseca durante seu turno.

O brasileiro, único do país na regata, disse que o “MAPFRE” estava confiante. “Vamos com boa velocidade e as mudanças de vela são mais por questões de regata do que pelo andamento e rendimento do barco. A bordo estamos otimistas e seguimos lutando”.

Parece, no entanto, que a grande decisão desta sétima etapa foi tomada. Nos últimos dias, os tripulantes estudaram os modelos meteorológicos que receberam da organização para decidir que rota seguir tendo em vista o anticiclone dos Açores. Tudo aponta que a opção ao norte seja a mais correta, resultando em mais milhas velejadas, porém com mais intensidade de vento e velocidade. Mas como diz o ditado: previsões são previsões! Será que eles acertaram?

Vamos saber em Lisboa (Portugal)! É lá que os barcos vão chegar até a próxima quarta-feira (27).