A nona etapa foi definida nesta segunda-feira na cidade de Gotemburgo. O “MAPFRE”, do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, conseguiu seu quarto pódio nesta edição ao chegar em terceiro lugar na perna que largou da francesa Lorient, passou pela holandesa Haia e terminou na Suécia

“MAPFRE” PEGA PÓDIO NA ÚLTIMA ETAPA

© María Muiña /MAPFRE

Depois de quase nove meses e mais de 38.000 milhas (mais de 70.300 quilômetros) terminou em Gotemburgo, na Suécia, a última etapa da Volvo Ocean Race. A chegada ao poto foi lenta por conta do vento fraco, que em vários momentos parou os barcos. O “MAPFRE”, do brasileiro André Fonseca “Bochecha”, encerrou a última perna satisfeito depois de um final emocionante, no qual conquistou o terceiro lugar na última milha após encontrar uma rajada de vento perfeita e passar o “Dongfeng”.

Novamente três barcos – “MAPFRE”, “Dongfeng” e “Brunel” – lutavam por um lugar no pódio, enquanto o “Alvimedica” manteve uma liderança difícil de superar. Quando muitos acreditavam que já estava tudo decidido, a aproximação dos barcos na entrada do canal onde seria a chegada mostrou que a disputa ainda estava viva. O “MAPFRE” pegou uma boa rajada de vento no momento perfeito, enquanto o “Dongfeng” estava sem vento. Os ventos de Iker Martínez ultrapassaram os do barco chinês.

O final da etapa foi quase como a `mão de Deus do Maradona“, brincou Iker Martínez. “Você tem que lutar até o fim, errando ou acertando, nunca vamos dar algo como perdido até que tenha chegado ao fim Após muitas milhas nós passamos o “Dongfeng” porque acalmou o vento, tivemos uma ajuda da sorte e soubemos aproveitar a oportunidade“.

Ao mesmo tempo, eles se aproximaram do “Brunel”, que deu uma boa arrancada e terminou em segundo lugar, com quatro minutos e 49 segundos à frente dos espanhóis, que completaram o pódio depois de quatro dias, nove horas, 29 minutos e sete segundos de percurso entre Lorient e Gotemburgo.

O proeiro Ñeti Cuervas-Mons falou sobre a chegada. “Ficamos em terceiro! De qualquer forma é um pódio e isso sempre foi o objetivo da equipe. O fim da etapa mostrou a dificuldade da regata e o pódio pode vir em uma rajada numa raia que tem de 50 à 100 metros de largura“.

A final foi emocionante e por muitas razões. Em primeiro lugar, porque quando acabou, havia apenas uma sensação de tristeza por ser o fim; mas ainda existe uma sensação de alegria, porque quando você inicia um projeto você quer finalizá-lo. Chegar com o barco e toda tripulação no porto já é um sucesso. Além disso, nós estamos agora muito mais competitivos e somos uma equipe melhor do que éramos quando finalizamos a primeira etapa. Por isso devemos ficar muito felizes“, disse o comandante.

André ‘Bochecha’ Fonseca concordou com as palavras do campeão olímpico. “A medida em que a regata progrediu nós fomos melhorando e no final nós provamos que somos uma grande equipe. Evoluímos muito e desde a terceira perna sempre lutamos pelas primeiras posições“.

A última regata in-port, Sábado

No sábado (27) termina a competição uma última regata in-port, que decidirá o quarto e o quinto lugares na classificação geral da Volvo Ocean Race, sendo que “MAPFRE” e “Alvimedica” estão empatados com 34 pontos cada. Essa última regata costeira irá desequilibrar a balança para uma das equipes.

Agora temos que pensar no futuro, que é sábado“, Disse Iker. “Vamos lutar com unhas e dentes pelo quarto lugar geral“.

O Abu Dhabi, liderado por Ian Walker, ou “Abu Dhabi”, já é o vencedor da volta ao mundo por antecipação.