Pontual e com pouco vento, a flotilha da volta ao mundo largou de Auckland para a quinta etapa. Pela frente os mares do Sul e Itajaí como destino final

“MAPFRE” NA ETAPA MAIS DIFÍCIL E ESPERADA DA VOLVO OCEAN RACE

© Ainhoa Sánchez / Volvo Ocean Race

Com pouco ventos, os barcos da Volvo Ocean Race deixaram a Nova Zelândia com destino ao Brasil. O “MAPFRE” começou a quinta etapa até Itajaí com objetivo de fazer mais uma grande apresentação. Os velejadores terão 6.776 milhas náuticas pela frente, passando pelo mítico Cabo Horn. É certamente a etapa que todo velejador quer fazer.

“Todos os velejadores querem disputar essa etapa, pois passa pelos mares do Sul e pelo Cabo Horn. É uma marca importante na carreira de todo atleta. Adoramos pegar ondas grandes…Passamos frio e fome, mas nos divertimos”, disse o catarinense André ‘Bochecha’ Fonseca, único brasileiro na regata.

“Estou ansioso para chegar ao Brasil. Faz tempo que não vou pra casa. Vou chegar logo logo no meu país e no meu estado. Itajaí é pertinho de Florianópolis, onde moro. Estou louco por um churrasco”, brincou André ‘Bochecha’ Fonseca.

A tripulação espanhola foi a primeira a se preparar no píer neozelandês. Ainda de madrugada na Oceania, Iker Martínez e seus atletas começaram a se preparar para a largada.

Depois de passar pelos controles de imigração e vistoria de passaportes, era chegado o momento da despedida dos familiares, amigos e equipe de terra.

“Agora mesmo tem um pouco de vento Sul. Pelo jeito vamos demorar quase um dia para acessar o oceano com essas condições”, comentou o comandante Iker Martínez. “Se tudo ocorrer como o previsto, nós vamos pegar um anticiclone. Teremos de cruzar esse fenômeno para chegar aos mares do Sul. A partir daí só vento forte e de popa até o Cabo Horn”, acrescentou Iker.

“Sabemos que vamos sair com pouco vento, principalmente durante as primeiras horas, mas logo em seguida teremos mais ritmo. Será uma etapa dura, com muito vento. Esperamos chegar bem ao Horn e depois seguir forte para Itajaí”, disse André Fonseca.

Nas primeiras luzes do dia em Auckland, o “MAPFRE” soltava suas amarras. Foi o primeiro a deixar o porto com destino à linha de largada. Mar plano, pouco vento, mas muita vontade de começar.

Finalmente, soou o tiro de largada na Waitama Harbour. O “Dongfeng” se destacou logo de cara. O “MAPFRE” não foi tão bem no começo, mas se recuperou aos poucos recuperando posições.

Depois de fazer o percurso inicial entre boias, o time de Iker Martínez navega na quarta posição. O barco chinês “Dongfeng” seguia na ponta com “Abu Dhabi” e “Brunel” na cola. Fechando a flotilha estavam “MAPFRE”, “Alvimedica” e “SCA”.

A previsão é que a flotilha chegue em Itajaí em 22 dias.