A quarta etapa da Volvo Ocean Race começou neste domingo (8), em Sanya, na China. A equipe espanhola, que tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, acelera para chegar entre os primeiros nos quase 10.000 km de trajeto até a Oceania. Logo de cara, as equipes pegam quatro dias duros de contra-vento na região das Filipinas

"MAPFRE" DEIXA A CHINA COM DESTINO A AUCKLAND

© María Muiña / MAPFRE

O espanhol “MAPFRE” e os outros cinco barcos iniciaram a quarta etapa da Volta ao Mundo. A largada em Sanya (China) registrou ventos acima de 10 nós, mas as condições estão em constante alteração. Os espanhóis vão lutar fortemente para melhorar a posição na tabela, quem sabe pegar um inédito pódio nesta edição: “A cada etapa estamos evoluindo, mas espero que desta vez ficar entre os três primeiros. Faremos todo o possível para isso”, disse o comandante Xabi Fernández.

“Os primeiros três ou quatro dias vão ser difíceis no norte das Filipinas, com ventos entre 20 e 30 nós. Não é tanta coisa, mas a onda intensifica mais. Também será a primeira vez que vamos colocamos o barco à prova. Espero que tudo corra bem “, acrescentou o basco, que lidera a equipe novamente no lugar do titular Iker Martínez, atualmente competindo na Flórida, com sua campanha olímpica de Nacra 17.

Uma barla-sota antes do mar aberto

A quarta etapa começou na madrugada deste domingo (Horário do Brasil) e o “MAPFRE” largou entre os primeiros. Como manda a regra da Volvo Ocean Race, os barcos fazem uma espécie de percurso entre boias antes de seguir viagem até o próximo destino. E foi assim na saída de Sanya. As equipes navegaram por um percurso de 14 quilômetros até a marca ao lado da grande estátua de Buda chamada de Guan Yin. O monumento é um dos mais altos do mundo, com 108 metros de altura. 

Depois do anoitecer muitas surpresas e troca de lideranças estão previstas, Sai a regata pela costa e entra a prova rumo à Oceania.

Zonas de exclusão

No caminho para Auckland, o percurso inclui uma zona de exclusão em Sanya, para evitar o contato com a zona militar do exército chinês. Em seguida, o “MAPFRE” e os seus rivais têm uma passagem obrigatória em um ponto imaginário por Filipinas.

Nas Ilhas Salomão se encontram duas passagens obrigatórias e os barco devem seguir por estibordo, um na ilha de Dai e outra em Santa Ana. Eles devem evitar passar através deles. Depois disso tem a abordagem final, em Auckland com a grande chegada à Cidade das Velas.

O catarinense André Fonseca, chefe de turno do “MAPFRE”, declarou antes de sair: “Sabemos que temos para obter os melhores resultados, e é isso que nós queremos. Eu acho que os Doldrums serão uma parte importante do percurso, são muito instáveis, com ventos imprevisíveis onde um barco pode pegar as condições de vento bom e outros podem pegar merreca. De modo que a passagem através da área equatorial pode ser muito importante. Vamos tentar chegar bem e ter um pouco de sorte”.