A edição 2008-09 da Volvo Ocean Race foi importante para a renovação da vela oceânica. A partir daquela temporada, as equipes foram obrigadas a colocar pelo menos dois tripulantes com menos de 30 anos nas travessias. Nove anos depois, a regra segue vigente, abrindo caminhos para os atletas mais novos, como o espanhol Willy Altadill (24), que vai para sua segunda volta ao mundo.

Os já veteranos Ñeti Cuervas-Mons e Pablo Arrarte estrearam na Volvo Ocean Race com 26 e 27 anos, respectivamente.

“Navegar com velejadores experientes e aprender muito. Foi isso que fiz na edição passada”, disse Altadill. “Obviamente sigo aprendendo, mas a experiência anterior ajuda muito a chegar pronto no barco. Já sei exatamente como tudo funciona. Já tenho um passo dado”.

Filho do experiente Guillermo Altadill, Willy reforça  que está mais maduro para 2017-18. “O fator decisivo
para ser mais competitivo é treinar bem e se preparar, é o que estamos fazendo. O importante não é só ter uma boa tripulação ou barco preparado. É um conjunto de coisas”.

Willy emendou: “A rota é mais complicada. Não será mais longa que a anterior. Porem mais dura e com mais passagens por zonas frias e molhadas. Vamos passar mais tempo pelos mares do Sul. Vamos subir até Hong Kong depois chegar na Austrália e logo rumar pra Auckland”.

O velejador espanhol tem o mesmo discurso de seus companheiros, que é ter melhor desempenho em números nesta edição. “Os objetivos para a edição são, em primeiro lugar, melhorar o resultado da temporada anterior. Em 2014 oscilamos muito e agora queremos começar bem. Temos uma equipe vencedora e queremos tirar o máximo disso”.

Um detalhe interessante. Na edição 2020-21 da Volvo Ocean Race, Willy terá 28 anos, ou seja, pode se encaixar na regra do sub30.

Fotografia: María Muiña/MAPFRE