O barco do Real Club Naútico de Sanxenxo, com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca a bordo, ganhou a quarta etapa da Volvo Ocean Race. O time cruzou a linha de chegada no início da manhã deste sábado em Auckland

GOLPE DE AUTORIDADE DO “MAPFRE”, O VENCEDOR NA NOVA ZELÂNDIA

© Xaume Olleros/Volvo Ocean Race

Muitos fãs da vela em terra e em barcos foram receber os vencedores da quarta etapa da Volvo Ocean Race na Nova Zelândia. O grande campeão foi o espanhol “MAPFRE”. Às 22h31 – hora local, a tripulação comandada pelo medalhista olímpico Xabi Fernández e com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca a bordo chegou em primeiro lugar na perna de mais de 5.264 milhas de navegação entre a China e a Nova Zelândia. Os espanhóis fizeram o percurso em 20 dias, duas horas, 31 minutos e 20 segundos.

O “MAPFRE” ganhou com uma vantagem de 4 minutos e 25 segundos para o “Abu Dhabi” e de 8 minutos e 2 segundos para o “Dongfeng”, segundo e terceiro, respectivamente.

Na chegada em Auckland, os tripulantes recordaram dos perrengues que passaram na etapa, como quebra de uma peça do mastro, a lesão na mão de Willy Altadill, os quase quatro dias sem comunicação. Mas foi uma lembrança boa, já que o sabor da vitória era maior.

“Depois de três etapas, nós começamos a nos acertar. Sofremos bastante e tínhamos que vencer. Nos estava fazendo falta esse pódio. Era isso que estávamos buscando e ganhar é ainda melhor”, declarou Xabi Fernández, comandante do “MAPFRE”. Ele substituiu Iker Martínez, que estava fazendo campanha olímpica.

Um final de infartar!

Os últimos dias foram apertados, mas as 30 horas finais de etapa foram demasiadamente competitivas. “A tripulacção fez um grandioso trabalho, em particular o navegador Jean Luc”, disse Rafa Trujillo. O catarinense André ‘Bochecha’ Fonseca concordou com as palavras de seu companheiro: “Foi uma etapa de muito trabalho, principalmente do Jean Luc e do Xabi”.

Na última semana, o “MAPFRE” se manteve mais a Leste da flotilha. Precisamente na avaliação do navegador Jean Luc Nélias, esse ponto foi a chave para o resultado nos últimos sete dias: “Ficar mais ao Leste foi difícil, pois os que estavam na direção oposta estavam mais rápidos. Tudo foi decidido na noite final”. 

O “MAPFRE” teve créditos com essa aposta. Na sexta-feira, a equipe atacou a liderança que era do “Abu Dhabi”. A partir daí, a equipe espanhola não largou mais a ponta até cruzar a linha de chegada em Auckland.

“Ficamos mais de 24 horas liderando, mas a vantagem para os dois adversários era de uma milha”, disse Ñeti Cuervas-Mons.

“O final foi apertado, com pouco vento e os outros barcos nos pressionando muito. Até os últimos minutos não sabíamos que iriamos vencer a etapa. Todo o time fez por onde. Ganhar a perna na Nova Zelândia foi incrível, foi a minha segunda vitória seguida nessa perna da Volvo Ocean Race, contou o francês Nélias.

Sem dúvida, uma vitória merecida.